domingo, 28 de agosto de 2016

Top 5 DAVID FINCHER


1. Seven
4. Clube da Luta
5. Garota Exemplar

Dos 10, vi apenas 6 filmes dirigidos por David Fincher, todos excelentes. O outro que ficou de fora da lista foi A Rede Social que, mesmo não estando entre os meus favoritos do diretor, é uma baita de uma obra. Agora vou ver Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, em comemoração do aniversário de 54 aninhos desse inalcançável gênio que é o David Fincher, um diretor com uma filmografia invejável e um talento único. Parabéns, cara! Continue fazendo filmes brilhantes assim! A sétima arte agradece. 

Crítica: "PETS: A VIDA SECRETA DOS BICHOS" (2016) - ★★


Ah, como ir no cinema é bom. Se divertir à toa, mesmo que seja com um filme tão fraco como Pets: A Vida Secreta dos Bichos. A vida está tão turbulenta ultimamente que ando me esquecendo do prazer que é ir ao cinema. É sempre muito revigorante. Eu bem que queria ter ido ver o novo do Steven Spielberg, O Bom Gigante Amigo, mas acabei me atrasando e tive que me satisfazer com a sessão de Pets: A Vida Secreta dos Bichos. Vou tentar ir ver o do Spielberg ainda nessa semana. Enfim, a animação Pets acaba sendo bem-humorada em alguns momentos embora não seja uma animação exemplar. É, no máximo, engraçado. 

O filme traz aquele mesmo clichê de desenho animado dos animais domésticos falantes que acabam se envolvendo em uma aventura sem pé nem cabeça com a cidade de Nova York como plano de fundo, algo que eu simplesmente já vi e revi diversas vezes, e não faz muito tempo não. Neste filme, temos um cachorro que sente uma atração platônica pela dona, e que não aceita quando ela traz um outro cachorro para a casa, criando um atrito incômodo entre os dois animais. As subtramas que se desenrolam são inconsequentes demais para serem levadas a sério. O filme apresenta uma perspectiva pobre em detalhes e qualidade extremamente decepcionante para o potencial das temáticas trabalhadas ao longo do filme. Questões de conveniência poderiam ter sido exploradas, mas Pets alterna pela imaturidade de gags vagas e que não se sustentam. 

E, se o filme vai demonstrando uma série de claras falhas, funcionaria ele apenas como um filme para crianças, com o entretenimento como objetivo, mesmo com os diálogos forçados e humor grátis que provavelmente seriam compreendidos e digeridos de maneira completamente diferente pelo público infantil? Creio que sim e que não, pois até como um simples filme de criança Pets pode ser um tanto incompreensível e errôneo. O filme cultiva alguns elementos que seriam denotados pelas crianças como as coisas "corretas" ou "normais" a se fazerem diante de certas situações, como torturar como forma de opressão, desrespeitar as diferenças, maltratar e inferiorizar aquele que contraria ou é diferente (o que novamente indica a posição preconceituosa da trama em relação ao atrito de convivência entre os personagens Max e Duke -- que travam uma disputa por conta das aleatoriedades entre eles, dando espaço a um jogo de dominação e disputa por interesses).

O filme também traz uma estranha visibilidade aos "animais radicais" que se refusam a aderir aos padrões da "sociedade domesticada", sendo esses animais frequentemente ridicularizados e momentaneamente tidos como "vilões secundários", em uma óbvia contrariedade difamatória aos opositores do sistema, retratados como seres imundos e lunáticos, que vivem no esgoto, padecem no submundo.

Porém, confesso que gargalhei alto no cinema. De chorar. E não foi só uma ou duas vezes. Das que eu lembro, tem uma paródia de novela mexicana, uma sequência bastante doida envolvendo os cachorros numa espécie de "paraíso" das linguiças, uma com um porquinho da índia, e várias outras. Também gostei bastante das referências à Os Pássaros e Sindicato de Ladrões.

Pets: A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets)
dir. Chris Renaud, Yarrow Cheney - 

Crítica: "DECISÃO DE RISCO" (2015) - ★★★★


Filme de ação com gostinho de suspense, Decisão de Risco é o mais novo acerto do diretor Gavin Hood (o mesmo que dirigiu o espetacular Infância Roubada), traz uma trama interessante e bem-montada que gira em torno de um grupo de profissionais da Inteligência Britânica que estão prestes a efetuar um ataque em uma cidade somali. Com performances incríveis, um roteiro excepcional e uma direção absolutamente marcante, Decisão de Risco é segura e certamente um dos melhores filmes do ano. 

A premissa do filme vai além do previsível ou até mesmo imaginável para um filme sobre intriga diplomática, e por isso deve ser visto como uma grande surpresa dentro do gênero. Cativante, pulsante e feroz. Três adjetivos que definem muito bem o clima muito bem exercitado de Decisão de Risco. A combinação ação com suspense funciona com uma perfeição tão única que chega a ser excêntrica, mágica. Decisão de Risco também acumula muitos pontos pela elaboração de uma atmosfera estratégica, mirabolante, quase hipnotizante, que fisga a atenção de quem vê.

Helen Mirren brilha numa de suas melhores performances dos últimos tempos. Ela mantém durante o filme todo uma seriedade incontida, um status de controle e de autoridade. A pose fria de sua personagem, uma coronel da inteligência, a exige uma constante transparência de rigidez e dureza. Eu sempre considerei a Helen uma atriz bastante séria, uma característica bastante comum entre as personagens que a atriz interpreta, mas em todas elas há algo de diferente, singular, a forma que ela entra no personagem é tão profunda e absurdamente extasiante que fica difícil não admirá-la, contempla-la, mesmo quando suas personagens sejam tão semelhantes, à mercê da mesmice. De uma forma ou de outra, Mirren sempre nos surpreende. É isso que a faz uma completa e definitiva diva da atuação. O talento e a formalidade de Helen estão intensamente expostos nesse que é um desempenho mais que esforçado e minimalista da intérprete britânica, e que, mais uma vez, merece ser ressaltado como um dos mais importantes e dignos dela, ainda que ela não seja a principal.

Alan Rickman, em sua última performance, está louvável. A atuação dele se sobressai pela honestidade. É um resultado bastante previsível (no bom sentido da definição) vindo de um grande ator como ele, que fará muita falta. Barkhad Abdi (indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2014 por Capitão Phillips) rouba a cena como um agente "infiltrado".

Porque não dizer que Decisão de Risco é uma caixinha de surpresas? Ao meu ver é um trabalho estupendo, repleto de momentos memoráveis e, de certa forma, inesperados. Muitas coisas no filme foram surpresa. Gavin Hood, mais uma vez, prova que é um cineasta excepcional. Decisão de Risco é um filme cuja importância não tem tamanho. Enquanto trata-se de um monumento cinematográfico engenhoso e magnificamente bem-feito, é ao mesmo tempo uma visionária crônica multifacetada sobre conflitos políticos, espionagem e militarismo. Enfim, Decisão de Risco é um filme brilhante. Talvez o melhor filme de ação do ano.

Decisão de Risco (Eye in the Sky)
dir. Gavin Hood - 

sábado, 27 de agosto de 2016

Crítica: "THE SEA OF TREES" (2015) - ★★★


Por incrível que pareça, The Sea of Trees não é um filme ruim. Não é uma obra-prima, mas também não é um filme tão desprezível e vil como os críticos estavam dizendo. The Sea of Trees é mediano. Tem seus momentos. A sensação que fica quando o filme acaba é de que poderia ser bem melhor. Mesmo com falhas, dá pra digerir The Sea of Trees. De qualquer forma, não dá pra negar que é um trabalho menor de um grande cineasta.

Um professor americano (Matthew McConaughey) viaja ao Japão com destino à floresta de Aokigahara, conhecido por ser um lugar de preferência a pessoas com tendências suicidas, que geralmente escolhem se matar na floresta, apelidada de "mar de árvores" (o título do filme em inglês, The Sea of Trees) por ser uma região bastante vasta e larga. Lá, ele acaba se encontrando com um homem japonês (Ken Watanabe) bastante machucado que falhou ao tentar se matar e quer sair da floresta. O problema é que os dois agora estão perdidos e não conseguem encontrar a saída.

Daí, a gente passa a compreender melhor o que está acontecendo com Arthur Brennan, vivido por McConaughey, a crise em seu casamento, e o que o levou a Aokigahara. O uso de recursos narrativos como flashback ajudam a criar um suspense em torno do personagem principal, bem como nos fornece uma dimensão bastante fugaz da insegurança do homem quanto às suas escolhas e seus sentimentos. 

O suícido em Aokigahara não passa de uma metáfora, que faz alusão à culpa e ao arrependimento de Arthur em relação aos erros que cometeu em seu casamento, e o quanto ele está "perdido" sem a esposa. Tudo o que ele enxerga é o vazio e a insignificância, o reflexo e a consequência dos atos passados dos quais ele se envergonha, o remorso. O suicídio seria o caminho que ele encontrara para "apressar" seu reencontro com a mulher.

Certamente é um filme irregular, mas não um filme ruim. De jeito algum. É um trabalho muito interessante, aliás, que cresce à medida em que a gente pensa e reflete sobre as suas possibilidades e interpretações. E tem certas cenas excelentes, como a sequência do acidente. A fotografia de Kasper Tuxen (diretor de fotografia de Toda Forma de Amor) é excepcional. 

Não é o que eu esperava de um filme dirigido por Gus Van Sant, mas, enfim, não dá pra reclamar. The Sea of Trees acabou de ser lançado lá nos E.U.A., pela A24 (produtora de Ex-Machina, O Homem Duplicado, O Quarto de Jack), mais de um ano depois de ter estrado em Cannes, onde foi massacrado pelos críticos. Ainda não estreou aqui no Brasil, mas já dá pra baixar em torrent, e em HD. A legenda eu peguei em inglês no Open Subtitles.

The Sea of Trees
dir. Gus Van Sant - 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

COMO ANDA A CORRIDA DO OSCAR 2017


E a cada dia que passa ficamos mais próximos do Oscar 2017. Um pouco menos de um mês depois da última vez que atualizei minhas apostas, revisito a premiação, os índices, as expectativas, os principais candidatos e quem está à frente na corrida. Por enquanto, as coisas permanecem um pouco imprevisíveis para o Oscar. Enquanto alguns especialistas botam fé em produções dos grandes estúdios, outros creem que o Oscar do ano que vem poderá surpreender com resultados alternativos e seleções inesperadas, e que vale apostar no cinema independente, que nos últimos anos ganhou bastante visibilidade no prêmio, inclusive na própria categoria de Melhor Filme, que nas últimas três premiações presenteou com o Oscar filmes de produtoras independentes. 

Silence, o mais novo filme do veterano Scorsese, ainda está sem data de lançamento -- o próprio Scorsese disse que "dependendo da Paramount, o filme poderá ser lançado esse ano". Diante da incerteza do lançamento do filme, que muitos estão esperando que seja anunciado em outubro, as expectativas em torno do filme minguam, e sua presença no Oscar 2017, antes tão veemente e previsível, perde a força e a certeza com a qual tantos estavam prematuramente apostando nele para o prêmio. Será que Silence segue na corrida desse ano, ou ficará para o Oscar 2018, dando lugar a mais um ano de espera para cinéfilos e especialistas ansiosos? 

Com a chegada dos cotados festivais de cinema de Veneza e Toronto, novos concorrentes entram para a lista, novas apostas e expectativas, e mais indecisão e imprevisibilidade em meio a tantos filmes com capacidade de se tornarem queridinhos da tão adiantada temporada de premiações. Arrival, de Denis Villeneuve, selecionado para Veneza e para Toronto, está entre os mais esperados. Sua protagonista, a 5 vezes indicada ao Oscar Amy Adams, está sendo favoritada por muitos como a mais provável concorrente a Melhor Atriz, e tudo aponta para não só a sexta indicação de Amy, mas possivelmente sua primeira (e esperada) vitória. 

Os hits de Sundance esse ano Manchester by the Sea e Birth of a Nation estão mais fortes do que nunca, e já podem ser tão antecipadamente serem considerados os "certeiros" do Oscar esse ano. Loving, exibido e louvado no Festival de Cannes há alguns meses, surge como outro candidato potente. Conquistaria o cineasta indie Jeff Nichols uma indicação a tão privilegiada categoria de Melhor Diretor pela primeira vez? Os protagonistas do filme, Ruth Negga e Joel Edgerton, estão entre os mais esperados a Atriz e Ator, respectivamente. 

Trabalhos mais recentes de veteranos do Oscar, como Ang Lee (Billy Lynn's Long Halftime Walk), Clint Eastwood (Sully), Woody Allen (Café Society), Warren Beatty (Rules Don't Apply), Mel Gibson (Hicksaw Ridge), Oliver Stone (Snowden), Robert Zemeckis (Allied), John Madden (Miss Sloane), entre outros são seguramente aguardados e expectados para o Oscar 2017, com presença quase garantida na premiação, enquanto alguns novos diretores de destaque em Hollywood recentemente, como Morten Tyldum (Passengers), Damien Chazelle (La La Land) e Derek Cianfrance (The Light Between Oceans), crescem com previsibilidade de sucesso, assim como os internacionais: Pablo Larraín (Jackie) e Denis Villeneuve (Arrival). 

* em ordem crescente *

Melhor Filme

1. The Birth of a Nation
2. Manchester by the Sea
3. Loving
4. Billy Lynn's Long Halftime Walk
5. Sully
6. La La Land
7. Fences
8. Lion
9. Arrival
10. Silence 

Melhor Diretor

1. Martin Scorsese (Silence)
2. Jeff Nichols (Loving)
3. Nate Parker (The Birth of a Nation)
4. Ang Lee (Billy Lynn's Long Halftime Walk)
5. Kenneth Lonnergan (Manchester by the Sea)

Melhor Atriz

1. Isabelle Huppert (Elle)
2. Ruth Negga (Loving)
3. Meryl Streep (Florence Foster Jenkins)
4. Amy Adams (Arrival)
5. Viola Davis (Fences)

Melhor Ator

1. Casey Affleck (Manchester by the Sea)
2. Nate Parker (The Birth of a Nation)
3. Joel Edgerton (Loving)
4. Tom Hanks (Sully)
5. Denzel Washington (Fences)

Melhor Atriz Coadjuvante

1. Michelle Williams (Manchester by the Sea)
2. Nicole Kidman (Lion)
3. Kristen Stewart (Billy Lynn's Long Halftime Walk)
4. Laura Linney (Sully)
5. Julianne Moore (Maggie's Plan)

Melhor Ator Coadjuvante

1. Liam Neeson (Silence)
2. Armie Hammer (The Birth of a Nation)
3. Hugh Grant (Florence Foster Jenkins)
4. Lucas Hedges (Manchester by the Sea)
5, John Goodman (Rua Cloverfield, 10)

Melhor Animação

1. The Red Turtle
2. Procurando Dory
3. Zootopia
4. Kubo and the Two Strings
5. A Era do Gelo 5

Melhor Roteiro Original

1. The Birth of a Nation
2. Manchester by the Sea
3. La La Land
4. Loving
5. Café Society

Melhor Roteiro Adaptado

1. Silence
2. Billy Lynn's Long Halftime Walk
3. Arrival
4. Sully
5. Love and Friendship

Melhor Trilha Sonora

1. Silence
2. Arrival
3. Billy Lynn's Long Halftime Walk
4. The Birth of a Nation
5. Rogue One

Melhor Fotografia

1. Café Society
2. Silence
3. Billy Lynn's Long Halftime Walk
4. Arrival
5. La La Land

Melhor Edição

1. Silence
2. La La Land
3. Billy Lynn's Long Halftime Walk
4. Arrival
5. The Birth of a Nation

Melhor Direção de Arte

1. Silence
2. La La Land
3. The Birth of a Nation
4. Café Society
5. Fantastic Beasts and Where To Find Them

Melhor Figurino

1. Café Society
2. Silence
3. The Birth of a Nation
4. Miss Peregrine's Home For Peculiar Children
5. Fantastic Beasts and Where To Find Them

Melhor Maquiagem/Penteados

1. Silence
2. Fantastic Beasts and Where To Find Them
3. Miss Peregrine's Home for Peculiar Children

Melhores Efeitos Visuais

1. Mogli - O Menino Lobo
2. Arrival
3. Passengers
4. Rogue One
5. Fantastic Beasts and Where To Find Them

Melhor Mixagem de Som

1. Billy Lynn's Long Halftime Walk
2. Arrival
3. Silence
4. Passengers
5. La La Land

Melhor Edição de Som

1. Billy Lynn's Long Halftime Walk
2. Rogue One
3. Arrival
4. Passengers
5. Silence

Crítica: "SETE DIAS COM MARILYN" (2011) - ★★★★


Estava com receio de ver Sete Dias com Marilyn achando que não iria gostar do filme. Fiquei evitando por um bom tempo, até que "tomei coragem" pra ver. Que bobeira a minha! Sete Dias com Marilyn é estupendo. Confesso que fiquei surpreendido com o resultado fenomenal deste longa. É agradável de se assistir, conta com a presença de atores talentosos em desempenhos dignos de nota, uma direção competente e cuidadosa, e luxos técnicos de um primor arrebatador. Fotografia, figurinos, direção de arte, maquiagem, sonoplastia: no que diz respeito a qualidade técnica, Sete Dias com Marilyn está um passo à frente.

Sete Dias com Marilyn foi a estreia cinematográfica do veterano diretor/produtor de TV britânico Simon Curtis na direção de um filme. Recentemente, para ser mais específico no ano passado, Simon trouxe às telonas seu segundo longa-metragem, o desastroso drama A Dama Dourada, cujo tive o desprazer de assistir. O mesmo já não posso dizer de Sete Dias com Marilyn, um filme imensamente superior.

Cinebiografia da lendária estrela de Hollywood Marilyn Monroe, Sete Dias com Marilyn traz a talentosíssima Michelle Williams (em uma interpretação maravilhosa) na pele da exuberante e cultuada intérprete que atingiu seu auge na década de 50, e sua fama ecoou pelo mundo inteiro. Mas a loira também tinha problemas. Sete Dias com Marilyn retrata a passagem dela pela Inglaterra, nos anos 50, onde ela foi para rodar uma comédia ao lado de Laurence Olivier (Kenneth Branagh, em atuação extraordinária que lhe rendeu 1 indicação ao Oscar), e a amizade, quase um romance, da atriz com Colin Clark (Eddie Redmayne), empregado de Olivier. 

A constante tensão no set, os problemas de Marilyn para decorar falas, a fricção entre ela e um estressado Laurence Olivier, e o abuso dos remédios e das bebidas. Era difícil ser Marilyn, exposta à pressão da fama. Sem difamar ou fazer julgamentos, Sete Dias com Marilyn traz a famosa atriz como uma vítima da opressão da indústria cinematográfica e do próprio sucesso. É um retrato honesto, digno, amargo e pesaroso da vida, da fama, da identidade e das pessoalidades de Monroe.

Sete Dias com Marilyn (My Week With Marilyn)
dir. Simon Curtis - 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Top 100 ANOS 2010


1. Meia Noite em Paris, de Woody Allen
2. Amor, de Michael Haneke
3. Carol, de Todd Haynes
4. O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson
5. A Árvore da Vida, de Terrence Malick
6. Boyhood, de Richard Linklater
7. Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami
8. O Artista, de Michel Hazanavicius
9. Era Uma Vez em Nova York, de James Gray
10. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
11. Dois Dias, Uma Noite, de Jean-Pierre & Luc Dardenne
12. Spotlight, de Tom McCarthy
13. Cisne Negro, de Darren Aronofsky
14. 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen
15. Deus da Carnificina, de Roman Polanski
16. 007 - Operação Skyfall, de Sam Mendes
17. Mad Max - Estrada da Fúria, de George Miller
18. A Assassina, de Hou Hsiao-Hsien
19. Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
20. A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese
21. O Garoto da Bicicleta, de Jean-Pierre & Luc Dardenne
22. Paixão, de Brian De Palma
23. A Separação, de Asghar Farhadi
24. O Mestre, de Paul Thomas Anderson
25. O Vencedor, de David O. Russell
26. Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki
27. Drive, de Nicolas Winding Refn
28. Melancolia, de Lars Von Trier
29. Ilha do Medo, de Martin Scorsese
30. Azul é a Cor Mais Quente, de Abdellatif Kechiche
31. Whiplash, de Damien Chazelle
32. A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar
33. Birdman, de Alejandro González Iñárritu
34. Django Livre, de Quentin Tarantino
35. Divertida Mente, de Pete Docter
36. Ida, de Pawel Pawlikowski
37. Adeus à Linguagem, de Jean-Luc Godard
38. Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino
39. Antes da Meia Noite, de Richard Linklater
40. Os Descendentes, de Alexander Payne
41. Indomável Sonhadora, de Benh Zeitlin
42. Norte, o Fim da História, de Lav Diaz
43. A Juventude, de Paolo Sorrentino
44. Biutiful, de Alejandro González Iñárritu
45. Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan
46. Anomalisa, de Charlie Kaufman & Duke Johnson
47. A Origem, de Christopher Nolan
48. Invocação do Mal, de James Wan
49. Blue Jasmine, de Woody Allen
50. Toy Story 3, de Lee Unkrich
51. Sob a Pele, de Jonathan Glazer
52. Um Método Perigoso, de David Cronenberg
53. O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese
54. O Lagosta, de Yorgos Lanthimos
55. A Parte dos Anjos, de Ken Loach
56. Ninfomaníaca (Vol. I & II), de Lars Von Trier
57. Sr. Turner, de Mike Leigh
58. Magia ao Luar, de Woody Allen
59. Habemus Papam, de Nanni Moretti
60. Acima das Nuvens, de Olivier Assayas
61. Bravura Indômita, de Joel & Ethan Coen
62. Shame, de Steve McQueen
63. A Caça, de Thomas Vinterberg
64. A Visitante Francesa, de Hong Sang-soo
65. Relatos Selvagens, de Damian Szifrón
66. Missão Madrinha de Casamento, de Paul Feig
67. Mais um Ano, de Mike Leigh
68. Garota Exemplar, de David Fincher
69. Cinco Graças, de Deniz Gamze Erguven
70. Trapaça, de David O. Russell
71. O Discurso do Rei, de Tom Hooper
72. Intocáveis, de Eric Toledano & Olivier Nakache
73. Moonrise Kindgom, de Wes Anderson
74. Prometheus, de Ridley Scott
75. Dois Lados do Amor, de Ned Benson
76. A Rede Social, de David Fincher
77. Mapas para as Estrelas, de David Cronenberg
78. Holy Motors, de Leos Carax
79. Certo Agora, Errado Antes, de Hong Sang-soo
80. O Homem Duplicado, de Denis Villeneuve
81. Homem Irracional, de Woody Allen
82. O Regresso, de Alejandro González Iñárritu
83. O Impossível, de Juan Antonio Bayona
84. O Ano Mais Violento, de J.C. Chandor
85. Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson
86. Se Nada Mais Der Certo, de John Carney
87. Miss Julie, de Liv Ullmann
88. Ave, César!, de Joel & Ethan Coen
89. Beleza Adormecida, de Julia Leigh
90. Amor Pleno, de Terrence Malick
91. A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow
92. Sicario, de Denis Villeneuve
93. O Abrigo, de Jeff Nichols
94. A Travessia, de Robert Zemeckis
95. Os Miseráveis, de Tom Hooper
96. Post Tenebras Lux, de Carlos Reygadas
97. O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra
98. Amy, de Asif Kapadia
99. O Cavaleiro de Copas, de Terrence Malick
100. Tangerine, de Sean Baker

A razão pela qual eu elegi Meia Noite em Paris o melhor filme dessa década (so far) é estritamente pessoal. Os dez primeiros filmes, na verdade, poderiam empatar no primeiro lugar, mas nenhum deles se compara a Meia Noite em Paris pra mim. Não me levem a mal: são outras mais obras excepcionais, exemplares natos do cinema de verdade, mas Meia Noite em Paris me causou algo totalmente diferente de tudo que já vi. É um filme especial, mágico, encantador, que me maravilhou demais quando eu vi, me deixou realmente emocionado. Foi ele que me ensinou a apreciar Woody Allen, e abriu meus olhos para uma Paris de pura beleza, num retrato cinematográfico singular quão impecável da cidade, enquanto ao mesmo tempo me fez refletir sobre a vida, nossas ilusões, fantasias e amores. É um filme muito, muito bonito. O mais bonito da década.