sábado, 24 de setembro de 2016

OSCAR 2017 – A CORRIDA ESTÁ PRÓXIMA


melhor filme

Arrival
Fences
Silence
Jackie
La La Land
Nocturnal Animals
Loving
Manchester by the Sea
Billy Lynn's Long Halftime Walk
Sully

melhor diretor

Pablo Larraín – Jackie
Martin Scorsese – Silence
Damien Chazelle – La La Land
Ang Lee – Billy Lynn's Long Halftime Walk
Tom Ford – Nocturnal Animals

melhor ator

Casey Affleck – Manchester by the Sea
Jake Gyllenhaal – Nocturnal Animals
Joel Edgerton – Loving
Ryan Gosling – La La Land
Denzel Washington – Fences

melhor atriz

Emma Stone – La La Land
Amy Adams – Nocturnal Animals
Natalie Portman – Jackie
Isabelle Huppert – Elle
Ruth Negga – Loving

melhor ator coadjuvante

Liam Neeson – Silence
Michael Shannon – Nocturnal Animals
Steve Martin – Billy Lynn's Long Halftime Walk
Aaron Eckhart – Sully
Hugh Grant – Florence Foster Jenkins

melhor atriz coadjuvante

Michelle Williams – Manchester by the Sea
Naomie Harris – Moonlight
Nicole Kidman – Lion
Greta Gerwig – Jackie
Kristen Stewart – Billy Lynn's Long Halftime Walk

melhor roteiro original

La La Land
Loving
Manchester by the Sea
Jackie
The Birth of a Nation

melhor roteiro adaptado

Arrival
Nocturnal Animals
Billy Lynn's Long Halftime Walk
Silence
Love & Friendship

melhor filme estrangeiro (até agora)

Toni Erdmann (Alemanha), dir. Maren Ade
Julieta (Espanha), dir. Pedro Almodóvar
The Salesman (Irã), dir. Asghar Farhadi
Neruda (Chile), dir. Pablo Larraín
From Afar (Colômbia), dir. Lorenzo Vigas

melhor filme de animação

Zootopia
The Red Turtle
Finding Dory
Kubo and the Two Strings
The Little Prince

melhor trilha sonora

Arrival – Johann Johannson
Nocturnal Animals – Abel Korzenlowski
The Light Between Oceans – Alexandre Desplat
Billy Lynn's Long Halftime Walk – Mychael Danna, Jeff Danna
Passengers – Thomas Newman

melhor fotografia

Arrival – Bradford Young
Billy Lynn's Long Halftime Walk – John Toll
Silence – Rodrigo Prieto
La La Land – Linus Sandgren
Nocturnal Animals – Seamus McGarvey

melhor figurino

Allied – Raffaella Giovannetti
Love & Friendship – Eimer Ni Mhaoldomhnaigh
Rules Don't Apply – Albert Wolsky
Miss Peregrine's Home for Peculiar Children – Colleen Atwood
Café Society – Suzy Benzinger

melhor direção de arte

Billy Lynn's Long Halftime Walk
La La Land
Arrival
Silence
Love & Friendship

melhor edição

Arrival – Joe Walker
Silence – Thelma Schoonmaker, Ruy Diaz
Billy Lynn's Long Halftime Walk – Tim Squyres
Jackie – Sebastian Sepulveda
La La Land – Tom Cross

melhor maquiagem/penteados

Florence Foster Jenkins
Miss Peregrine's Home for Peculiar Children
Silence

melhor edição de som

Arrival
Billy Lynn's Long Halftime Walk
Passengers
Silence
Hacksaw Ridge

melhor mixagem de som

Arrival
La La Land
Billy Lynn's Long Halftime Walk
Passengers
Hacksaw Ridge

melhor uso de efeitos visuais

Arrival
The Jungle Book
Rogue One: A Star Wars Story
Passengers
Fantastic Beasts and Where To Find Them


Só passei aqui para destacar alguns dos "novos" favoritos ao Oscar 2017 e atualizar a lista. Depois dos festivais de Veneza e Toronto, surgiram alguns candidatos extremamente prováveis, como Arrival, Jackie, La La Land (o favorito a Melhor Filme, inclusive) e Nocturnal Animals

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Crítica: "WAKING LIFE" (2001) - ★★★★★



Meu interesse pela filmografia de Richard Linklater surgiu logo após que vi Antes do Pôr-do-Sol, em 2014 (que, aliás, foi o primeiro filme dele que eu vi). Depois de Boyhood, veio a confirmação daquilo que eu já protestava ser uma certeza: Richard Linklater é um grande diretor. Um dos maiores dos nossos tempos, para ser mais exato. Seus filmes transbordam importância, criatividade, genuinidade e grandeza. Não foi nada diferente com este Waking Life, que é certamente um seus melhores trabalhos.

O interessante é que se trata de uma animação filtrada, com aspectos que lembram o formato live-action, como a câmera trêmula, a expressão das personagens, os movimentos, a sincronia. Provavelmente a única coisa realmente estranha nessa animação é que os cenários e as pessoas ficam balançando, tremendo, chacoalhando, sem um motivo aparente, independente de emoção, tom de voz ou coisas determinantes do gênero. Será que o diretor propôs essa experiência a fim de tentar minimamente expressar ou indicar a agitação do ser, a inconstância do espírito humano, da fragilidade emocional? É bem interessante perceber essa técnica e o efeito dela no espectador. As interpretações, é claro, variam de pessoa para a pessoa.

Uma das minhas partes favoritas de Waking Life é justamente uma sequência “spin-off” estrelada pelo casal Jesse e Celine. Eles estão num quarto de hotel, eu creio, e dialogam e refletem sobre a natureza surreal dos sonhos, lembrando até mesmo algumas das mais inspiradas conversações da dupla nos filmes da trilogia “Antes”. Tem uma cena, inclusive, que uma parte do filme Antes do Amanhecer é exibida num cinema.

Waking Life é um filme sobre realidades e ilusões. Sonhos e desesperanças. A vida e o mundo ao redor. As pessoas. Os sentimentos. As situações. Nas mais diversas sequências do filme, há um teor de profundo existencialismo pairando sobre as conversas entre os personagens, referências filosóficas, citações, e etc..

Waking Life explora a metafísica dos sonhos, a linguagem do subconsciente onírico, chegando a apresentar perspectivas bastante interessantes sobre o que acontece nos nossos sonhos e as mais distintas conexões com o nosso dia-a-dia, com as nossas emoções e impressões sobre o que acontece diante de nós.

É o sonho uma explicação para a realidade? Sonho e realidade são as mesmas coisas? Nós realmente estamos vivendo aquilo que pensamos, que defendemos ser a mais pura e indestrutível verdade? O que é sonhar e viver? A gente sabe sonhar? A gente sabe, então, viver? Waking Life é um filme que tende a amadurecer conosco com o passar do tempo. Na verdade, não há uma explicação certa sobre o que acontece no filme, ou a sequência de cenas exóticas. A interpretação individual, nesse caso, é a resposta, porque o efeito dos diálogos, dos pensamentos emitidos no filme tem um impacto diferente em cada um que vê. E isso é o que torna Waking Life uma maravilha de filme existencial. Linklater é um cara genial. Waking Life é um filme inesquecível. Acordar para a vida. Sonhar para a vida. Viver os sonhos, os sonhos que consomem nossa destrutibilidade. Dream is destiny.

Waking Life
dir. Richard Linklater - 

2 ANOS DE LUMIÈRE & CIA.

 

Nem parece, mas hoje completam-se 2 anos desde que eu abri esse blog. O tempo passa rápido. Sei que é um clichê, mas não há como negar a veracidade dessa sentença. Ultimamente ando postando pouco, comparado aos anos anteriores, quando eu tinha tempo de sobra para escrever diariamente sobre filmes e com uma frequência abismadora. Hoje em dia, a justa ausência de tempo e o cansaço reduziram a minha atividade aqui no blog. Mas estou tentando colocar tudo em dia, digo logo. Acho que pra quem já acompanha o blog há algum tempo não é novidade que eu sou completamente fascinado por esse espaço. Sei que não escrevo tão bem como outros críticos e cinéfilos da web (aliás, eu mesmo acho que minha escrita é irregular, tenho que melhorar em muita coisa), mas tento fazer o possível, e peço perdão se alguns textos soam incoesos ou repetitivos. A euforia ao escrever é tanta que eu mal consigo me conter e ainda mais evitar certos erros gritantes como esses. 

Nada seria possível sem vocês, leitores. Eu agradeço enormemente à vocês pelas visitas, pela atenção, pelo carinho e pela consideração com este que eu gentilmente apelidei de "meu cantinho especial" para comentar sobre filmes e a sétima arte em geral. O blog faz 2 anos e a sensação é a de que ele foi criado ontem. O primeiro post, inclusive, a gente nunca esquece. Olho para dois anos atrás com satisfação e carinho, ainda que apto das minhas falhas. A iniciativa de criar esse pequeno portal cinéfilo foi uma coisa surpreendentemente espontânea. Meu desejo é de que ele continua no ar por mais e mais anos... E, mais uma vez, obrigado à vocês, meus caros leitores! Até a próxima.

P.S.: Os bolos acima eu peguei no Google Imagens. Achei vários bem criativos, mas gostei demais desses três. Fiquei indeciso sobre qual eu deveria escolher, aí postei logo esses juntos. O segundo é o meu predileto, diga-se de passagem (acho que é artificial, mas será de bom grado se alguém se dispor a preparar um desses pra mim heheheh).

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Crítica: "O PLANO DE MAGGIE" (2015) - ★★★


Amanhã o blog faz dois anos. Como o tempo passa rápido... Parece que foi ontem. Amanhã também começa a primavera – e com essa nova estação vem a expecativa do frio sumir de vez – e o ano vai chegando ao fim. O mês mal começou e já estamos no dia 21. Daqui a pouco vai ser outubro, daí novembro, dezembro, e 2017. O tempo é uma coisa louca.

Enfim, vi o novo filme da diretora independente Rebecca Miller, O Plano de Maggie, que foi tanto adorado quanto odiado pelos críticos, e que já tinha chamado a minha atenção há um tempo. É o primeiro filme dirigido pela Rebecca que eu vejo, embora ela tenha em sua filmografia outros títulos mais famosos e reconhecidos, como A Vida Íntima de Pippa Lee, O Tempo de Cada Um e O Mundo de Jack e Rose. Ela dirigiu todos os seus roteiros, à exceção de um: A Prova, dirigido por John Madden. O mais irônico é que eu conheci ela como a esposa do Daniel Day-Lewis. Só mais tarde foi que eu soube que ela também era diretora e roteirista.

O Plano de Maggie é seu quinto longa-metragem. Pode-se dizer que é facilmente confundível com um filme do Woody Allen, devido à ambientação, fotografia, narrativa com traços quase inconfundíveis e completamente assemelháveis ao estilo autoral do mestre, personagens riquíssimas e com personalidade forte e inconstante atravessando crises amorosas. Não me surpreenderia caso logo abaixo o crédito de direção ou roteiro estivesse o nome do Woody.

Em O Plano de Maggie, a talentosa Greta Gerwig (a nova queridinha do cinema indie americano) interpreta a Maggie do título, uma mulher decidida e simpática na casa dos 30 que deseja ter uma criança, mas que não quer envolvimento em nenhum relacionamento. Ela acaba conhecendo John Harding (Ethan Hawke), um escritor de sucesso que acaba se apaixonando por ela. Não demora muito (literalmente) e ele e Maggie se casam, e ela dá à luz a uma menina. Enquanto isso, Maggie tenta manter uma amizade consistente com a ex-esposa de John, a também escritora Georgette (Julianne Moore).

Um defeito (se é que se pode dizer que é um defeito) do filme é que o mesmo tem um andamento super rápido. Os personagens da história são introduzidos, e aos vinte minutos de filme uma transição agressiva altera os rumos da trama inicial e a premissa entregue é desconstruida e reformulada em um passo extensivamente longo. Não é difícil de acompanhar esse ritmo acelerado e quase irresponsável da narrativa, mas a resolução se dá de forma tão descompromissada e rasa que, enfim, não dá pra simplesmente “não notar” ou “deixar passar” esse pulo. O Plano de Maggie peca em profundidade. Mas, como eu disse, esse tal “defeito” é bastante subjetivo. Eu achei que foi muito bruto, largado, mas tem gente que reclama mesmo que às vezes o filme fica chato com ditos “diálogos desnecessários”, “encheção de lingüiça” ou “repetição/re-enfatização”.

Outra coisa curiosa, mas que não chega a ser necessariamente uma coisa prejudicial, é que o filme começa sem um “início” e termina sem um “fim”, dando a entender que o mesmo é praticamente um “meio”. No entanto, a propósito, no literal o começo e o final do filme ficam claros, percebíveis, indentificáveis, mas fogem do padrão da narrativa que a trama assume, da exigência de um começo promissor e de um final conclusivo. A surpresa é que o filme termina de uma forma bem simples, mas que não pode ser considerado um encerramento propriamente dito, ainda que a gente tenha uma leve impressão do que está por vir, ou ainda da previsibilidade da troca de olhares entre os personagens. Seria uma marca dos filmes da Rebecca? Achei interessante. É meio arriscado e irregular, mas soa exótico. Talvez possa até mesmo ser considerada uma espécie de desafio à narrativa lógica, “certinha”, quem sabe?

O ponto forte do filme é, indiscutivelmente, seu elenco. Greta Gerwig está fabulosa no papel de Maggie. A atriz, cuja presença já por si só costuma me agradar bastante, cada vez mais revela ser uma das intérpretes mais exímias, talentosas e empenhadas dos últimos anos. Ethan Hawke também está numa performance celebrável, como um escritor que está sempre trabalhando, obcecado com seu livro. Julianne Moore, quem muitos sites recentemente estão apontando ser uma das prediletas a Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar 2017, está inegavelmente excelente, como é de esperar de uma atuação vindo de uma atriz tão exemplar como ela, mas nem de longe esta fica entre as melhores performances dela, ou muito menos faz-se notável o suficiente para concorrer a um Oscar.

Rebecca Miller é certamente uma diretora promissora e talentosa, mas que ainda tem um longo caminho pela frente. Eu gostei de O Plano de Maggie. É bem resolvido, bem escrito, bem atuado, mas não passa muito disso. De qualquer forma, é engraçado em certos momentos. Uma comédia romântica reverente.

O Plano de Maggie (Maggie's Plan)
dir. Rebecca Miller - 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Dois Encontros Cinematográficos com Isabelle Huppert


A atriz Isabelle Huppert recentemente esteve no Film Society of Lincoln Center, em Nova York, onde cedeu algumas entrevistas exclusivas sobre a sua filmografia, seus trabalhos em geral como atriz, os diretores com quem trabalhou, a sétima arte e sua predileção fílmica. Num dos videos, super interessante, Huppert conversa por uns 40 minutos com o cineasta John Waters. É brilhante. Deve ser visto por qualquer admirador da legendária atriz francesa.

Isabelle Huppert | Free Talk | Rendez-Vous with French Cinema
(25/04/2016)



Isabelle Huppert and John Waters Q&A
(14/06/2014)


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Crítica: "DENTE CANINO" (2009) - ★★★★



Até compreendo que o filme tem umas bizarrices malucas e absolutamente esquisitas, mas não entendo porque tanta gente diz ter odiado Dente Canino. Certo, é um filme estranho. Mas ruim? Ruim não. Eu acho que é um filme interessantíssimo, que talvez soe um pouco abstrativo ou até mesmo sem gosto, mas que vai amadurecendo na nossa mente à medida em que a gente vai pensando nele.

De uma forma geral, é um suspense excelente. A tensão é inevitável, o choque é desconcertante. O terceiro longa-metragem do cineasta grego Yorgos Lanthimos (quem eu conheci com a surpreendente obra-prima The Lobster, que pra mim continua sendo seu melhor filme) é um exercício cinematográfico cativante, que prende a nossa atenção, e surpreende por ser chocante, maquiavélico e torturador ao mesmo tempo.

Aos poucos, o filme ganha proporções de uma produção de terror, com direito a uma série de sequências estranhíssimas realmente amedrontadoras, reforçando a tensão e o pânico. O elenco está soberbo. As performances são incríveis, inacreditáveis de tão realistas e triunfais. É o filme mais impactante e angustiante de Lanthimos, que cada vez mais vai deixando uma ótima impressão da dimensão, da força estética e do poder fílmico de seus trabalhos. Dente Canino é um filme que, no mínimo, merece ser visto. E, provavelmente, revisto. Interessante observar, mais uma vez, as pequenas e maiores obsessões desse diretor brilhante de estilo feroz e memorável, como os finais vagos, como aquele de The Lobster. Tão anti-conclusivo (no bom sentido). 

O próximo filme desse grego excepcional, The Killing of a Sacred Deer, rodado em inglês, tem no elenco Nicole Kidman e Colin Farell (que esteve em The Lobster). Esse promete. É esperar pra ver. O lançamento está marcado para ano que vem, nos Estados Unidos, pelo menos. 

Dente Canino (Κυνόδοντας/Kynodontas) 
dir. Yorgos Lanthimos - 

TOP 10 – 2016 (so far)


Até agora o ano cinematográfico está sendo maravilhoso. E, com tantos filmes bons assim que já pintaram nos cinemas, ainda tem mais outras estreias importantes pra frente. Até agora, só entrou coisa boa.

TOP 10 – CIRCUITO







































1. Carol, de Todd Haynes
2. A Assassina, de Hou Hsiao-Hsien
3. Spotlight, de Tom McCarthy
4. Certo Agora, Errado Antes, de Hong Sang-soo
5. Visita ou Memórias e Confissões, de Manoel de Oliveira
6. Café Society, de Woody Allen
7. A Academia das Musas, de José Luis Guerin
8. Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino
9. Julieta, de Pedro Almodóvar
10. O Filho de Saul, de Laszlo Némes

TOP 10 – LANÇAMENTOS 2016







































1. Café Society, de Woody Allen
2. Julieta, de Pedro Almodóvar
3. Demônio de Neon, de Nicolas Winding Refn
4. Amor & Amizade, de Whit Stilman
5. Ave, César!, de Joel & Ethan Coen
6. Mãe só há uma, de Anna Muylaert
7. Wiener-Dog, de Todd Solondz
8. Águas Rasas, de Jaume Collet-Serra
9. Rua Cloverfield, 10, de Dan Trachtenberg
10. Fogo no Mar, de Gianfranco Rosi