quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

TOP 60 - FILMES QUE ASSISTI EM 2014


Além dos lançamentos, também teve muitos filmes que tive a chance de assistir em 2014. Sou um cinéfilo a pouco tempo, pouco mais de um ano. Tenho muitos filmes pela frente. 2014 também foi ano de assistir aos filmes já lançados, ou clássicos, dos quais eu sou um grande fã. Neste post, eu fiz quatro listas dos filmes que assisti em 2014, independente de gênero, país, ou ano:

FILMES REVISTOS

O Grande Ditador, de Charles Chaplin
Casablanca, de Michael Curtiz
Apenas Uma Vez, de John Carney
Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar
A Separação, de Asghar Farhadi
Oito e Meio, de Federico Fellini
Simplesmente Alice, de Woody Allen
O Diabo Veste Prada, de David Frankel
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, de Michel Gondry
Kill Bill - Vol. 1 & 2, de Quentin Tarantino
As Férias do Mr. Bean, de Steve Bendelack
Morangos Silvestres, de Ingmar Bergman
Cantando na Chuva, de Gene Kelly & Stanley Donen
Cães de Aluguel, de Quentin Tarantino
Casamento Grego, de Joel Zwick
Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick
Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen
Chicago, de Rob Marshall

FILMES VISTOS PELA PRIMEIRA VEZ

Chocolate, de Lasse Hallstrom
Dorminhoco, de Woody Allen
Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick
Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder
O Segredo de Vera Drake, de Mike Leigh
Melancolia, de Lars Von Trier
Moulin Rouge!, de Baz Luhrmann
O Aviador, de Martin Scorsese
Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman
A Garota Ideal, de Craig Gillespie
O Leitor, de Stephen Daldry
As Horas, de Stephen Daldry
A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen
Anticristo, de Lars Von Trier
O Segredo de Brockeback Moutain, de Ang Lee
Django Livre, de Quentin Tarantino
O Visitante, de Tom McCarthy
Babel, de Alejandro González Iñárritu
O Paciente Inglês, de Anthony Minghella
Amor, de Michael Haneke

CLÁSSICOS ASSISTIDOS

Através de um Espelho, de Ingmar Bergman
Se Meu Apartamento Falasse, de Billy Wilder
O Pianista, de Roman Polanski
A Cor Púrpura, de Steven Spielberg
E.T. - O Extraterrestre, de Steven Spielberg
Feitiço do Tempo, de Harold Ramis
O Show de Truman, de Peter Weir
Edward Mãos-de-Tesoura, de Tim Burton
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet
Mulheres á Beira de um Ataque de Nervos, de Pedro Almodóvar

ANIMAÇÕES ASSISTIDAS

Frankenweenie, de Tim Burton
A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki
Rango, de Gore Verbinski
Ratatouille, de Brad Bird
Persepolis, de Marjane Satrappi
Um Gato em Paris, de Alain Gagnol & Jean-Loup Felicioli
WALL-E, de Andrew Stanton
As Aventuras de Tintin, de Steven Spielberg
O Ilusionista, de Sylvain Chomet
Meu Vizinho Totoro, de Hayao Miyazaki

TOP 15 - Os Melhores Filmes de 2014

2014 foi, e será um ano inesquecível, é claro, no cinema; Houve estreias importantes, filmes que conseguiram se aclamar mundialmente, e outros filmes que conseguiram ganhar minha atenção e uma posição nesta humilde lista. Em minha opinião, não há uma arte mais sensacional, uma arte que de tempos em tempos, inove sua magia redentora e traga consigo toda a força e a capacidade de mover. É por isso que eu amo tanto o cinema. Sua capacidade de mover, constantemente. A cada história, um novo mundo. A cada visão, uma nova jornada. Fazer essa lista não foi uma tarefa fácil. Nunca é. Nunca foi. Nunca será. Com certeza. Há uma imensa demanda de variedades dentro do universo cinematográfico. Eleger os melhores filmes de um determinado ano é sempre difícil. Tanto que nem sempre conseguimos reunir nossos melhores filmes no clássico top 10. Por isso, aqui estou eu, montando meu Top 15. Isso sem falar que ainda tem menção honrosa. E, que venha 2015!


15. Mesmo Se Nada Der Certo, de John Carney


14. Garota Exemplar, de David Fincher


13. Relatos Selvagens, de Damián Szifrón


12. Ninfomaníaca - Vol. 1 & 2, de Lars Von Trier


11. O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese


10. Sob a Pele, de Jonathan Glazer


9. Adeus à Linguagem, de Jean-Luc Godard


8. Ida, de Pawel Pawlikowski


7. Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki


6. 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen


5. Ela, de Spike Jonze


4. Dois Dias, Uma Noite, de Jean-Pierre & Luc Dardenne


3. Era Uma Vez em Nova York, de James Gray


2. Boyhood - Da Infância à Juventude, de Richard Linklater


1. O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson

MENÇÃO HONROSA
[em ordem de preferência]

• Cortinas Fechadas, de Jafar Panahi
• Inside Llewyn Davis, de Joel & Ethan Coen
Magia ao Luar, de Woody Allen
• O Abutre, de Dan Gilroy 
• O Passado, de Asghar Farhadi
• Bem-Vindo a Nova York, de Abel Ferrara 
• Trapaça, de David O. Russell
• Philomena, de Stephen Frears 
• A Imagem que Falta, de Rithy Panh 
• Amante à Domicílio, de John Turturro 

* Algumas das críticas dos filmes que ainda não foram lançados em circuito nacional podem demorar até serem lançadas no blog. As que ainda não estão disponíveis serão disponibilizadas em breve.

Crítica: "A GRANDE BELEZA" (2013) - ★★★★★


A beleza de A Grande Beleza é transparente, mas viva. É preciso ter um certo conhecimento a partir da obra para entender todo o conteúdo mostrado aqui. Uma das certezas de assistir a este filme é que trata-se de uma das melhores obras do cinema italiano. Tudo é abordado de maneira inteligente e filosófica a partir de um dos melhores filmes dos últimos tempos. Porém, uma das coisas mais importantes que aprendi nesse filme é que a beleza não pode ser vista, mas sim, sentida. Paolo Sorrentino, que havia me impressionado anteriormente (junto com Toni Servillo) em A Consequência do Amor, retorna triunfantemente depois de Aqui é o Meu Lugar, narrando um dos filmes estrangeiros mais impactantes do cinema contemporâneo.

Jap Gambardella é um famoso jornalista italiano, o "rei da sociedade romana", e um grande conhecido neste meio. Jap ganhou fama por escrever um romance chamado O Aparelho Humano, há muito tempo atrás. Na atualidade, a vida de Jap é embalada por festas, luxo e prazer. Porém, apesar de não aparentar, Jap ainda tem a necessidade de escrever um novo romance, mesmo que ele esteja escondido. E aí, inicia-se a aprisionada jornada de Jap em Roma pela busca da grande beleza, a inspiração final para um romance perfeito. Jap, por mais que não sinta, é um homem confuso sobre si, cuja ambição apenas se espelha em sua autenticidade e genialidade. E o filme fala disso, a pessoa escondida dentro de nós, um alguém que não encontrou a hora de se mostrar. 

E um fato presente em A Grande Beleza é que todos os que o assistem se identificam de uma certa forma. Há personagens que refletem, também, essa procura por uma vida perfeita, a pobreza de problemas, e a salvação através da beleza. Jap busca a inspiração nessa beleza, na profunda beleza que está inscrita nos pequenos detalhes. A observação feita por Sorrentino em A Grande Beleza é rara e intensa, enquanto também pode ser chamada de ambiciosa, por ser um retrato nunca feito anteriormente da vida e da nossa personalidade. É um dos grandes motivos para A Grande Beleza ser uma obra tão única, inusual, um tesouro cinematográfico! E novamente, venho a dizer: nem todos gostarão dele, por, talvez, não entenderem o sentido e a mensagem principal da película e seus personagens. A lentidão da filosofia apresentada em A Grande Beleza pode ser um dos motivos para a desaprovação do público menos qualificado á uma obra como esta. 

Agora, mudando de assunto, ditarei algumas das prováveis razões para eu ter aprovado e qualificado tanto este filme, e que talvez, o levarão a assisti-lo: o filme é totalmente Fellini. Não é exagero dizer que Paolo Sorrentino é a reencarnação de Federico Fellini. Muitas cenas me levaram á A Doce Vida e, por sinal, á Oito e Meio. E pensei comigo: se Fellini estivesse vivo, com certeza este filme faria parte de sua filmografia. Aqui, é da filmografia de Paolo Sorrentino, um "novato" no cinema. Sua estreia foi em 2004 com A Consequência do Amor. Paolo veio a atingir a maturidade cinematográfica em 2008, filmando a cinebiografia Il Divo. Em 2011, a performance de Sean Penn também foi aclamada em Aqui é o Meu Lugar, o primeiro filme em inglês de Paolo. Sem dúvida nenhuma, Paolo se revelou em A Grande Beleza. Talvez por que essa seja a mais expressiva de todas as suas películas. Também senti Almodóvar na alma da obra, talvez pela fotografia pop e os personagens tresloucados, ou a sensualidade abstrata de seu personagem principal, Jap, algo que é comunalmente visto em filmes do premiado cineasta espanhol e umas alucinações kitsch (sim!).

Outro motivo é que o filme é protagonizado por Toni Servillo, um dos melhores atores do cinema italiano moderno, que, apesar de não ser um Marcelo Mastroianni, também pode ser considerado uma possível cópia fiel ao conceituado "muso". E outro motivo, não menos importante, é que A Grande Beleza é um filme estrangeiro. Sei que pode ser exagero, mas prefiro mais filmes estrangeiros do que os americanos atuais, para ser mais sincero. Atualmente, estou aceitando poucas produções americanas, e mais delas se encaixam na categoria de filmes independentes, do qual sou grande fã. Mais precisamente, os filmes estrangeiros são os que me atraem mais. Não sei. Talvez por que sejam filmes produzidos por países de culturas variadas, ou de diferentes demandas de produção cinematográfica. Só sei que em 2011, após assistir ao iraniano A Separação, senti que meu destino eram os filmes estrangeiros. E não estava errado. Pelo menos até agora, tenho um vício frenético por filmes estrangeiros. É a era de ouro da minha apreciação cinematográfica. E A Grande Beleza, em relação á estes termos, é simplesmente sensacional. Tudo mostrado no filme é de uma profundeza sentimental. De uma estrutura belíssima e poética, o filme comove em todas as cenas, visionárias, a ponto de abordar a que lugar nossas vidas estão destinadas, e em momentos nos quais somos domados por essa reflexão, e então, iniciamos nossa eterna busca pela grande beleza, e sobretudo, o poder da grandiosa imaginação. "Basta fechar os olhos e você está no outro mundo." - Louis-Ferdinand Céline.

A Grande Beleza (La Grande Bellezza)
dir. Paolo Sorrentino - 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

OS 86 VENCEDORES ALTERNATIVOS DO OSCAR DE MELHOR FILME (Especial Oscar 2015)


Essa lista já estava em minha cabeça há muito tempo. A primeira concepção dela foi fazer uma lista de esnobados em Melhor Filme. Mais tarde, descobri que a lista não funcionaria, e decidi formular uma nova listra. Aí que eu tive a ideia de fazer os 86 filmes alternativos para o Oscar de Melhor Filme (a.k.a. meus vencedores do Oscar de Melhor Filme), ou seja, os filmes que também poderiam ter vencido o Oscar de Melhor Filme. Lembrando que essa é uma lista particular.

Em breve, também farei uma lista dos atores/atrizes esnobados/as nos 87 anos da premiação, e possivelmente uma lista de performances alternativas. E por aí, com a chegada da temporada de premiações, um turbilhão de ideias preencheu o brilho eterno da minha mente com lembranças. 

Se você discordar, concordar, ou quiser adicionar, é só fazer um comentário. 



1929 - O Sétimo Ceu, de Frank Borzage


1929 - No Velho Arizona, de Raoul Walsh & Irving Cummings


1930 - A Divorciada, de Robert Z. Leonard


1931 - Skippy, de Norman Taurog 


1932 - O Campeão, de King Vidor


1934 - As Mulherzinhas, de George Cukor


1935 - Cleópatra, de Cecil B. DeMille


1936 - O Picolino, de Mark Sandrich


1937 - Fogo de Outono, de William Wyler


1938 - Nasce uma Estrela, de William A. Wellman


1939 - Jezebel, de William Wyler


1940 - O Mágico de Oz, de Victor Fleming


1941 - O Grande Ditador, de Charles Chaplin


1942 - Cidadão Kane, de Orson Welles


1943 - Soberba, de Orson Welles


1944 - A Canção de Bernadette, de Henry King


1945 - Pacto de Sangue, de Billy Wilder


1946 - Os Sinos de Santa Maria, de Leo McCarey


1947 - A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra


1948 - De Ilusão Também se Vive, de George Seaton


1949 - O Tesouro de Sierra Madre, de John Huston


1950 - Tarde Demais, de William Wyler


1951 - Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder


1952 - Uma Rua Chamada Pecado, de Elia Kazan


1953 - Depois do Vendaval, de John Ford


1954 - A Princesa e o Plebeu, de William Wyler


1955 - Amar é Sofrer, de George Seaton


1956 - Suplício de uma Saudade, de Henry King


1957 - Os Dez Mandamentos, de Cecil B. DeMille


1958 - 12 Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet


1959 - Gata em Teto de Zinco Quente, de Richard Brooks


1960 - Anatomia de um Crime, de Otto Preminger


1961 - Peregrina de Esperança, de Fred Zinnemann


1962 - O Julgamento de Nuremberg, de Stanley Kramer


1963 - O Sol é para Todos, de Robert Mulligan 


1964 - A Conquista do Oeste, de Jonh Ford, Henry Hathaway & George Marshall


1965 - Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick


1966 - Doutor Jivago, de David Lean


1967 - Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, de Mike Nichols


1968 - A Primeira Noite de um Homem, de Mike Nichols


1969 - O Leão no Inverno, de Anthony Harvey


1970 - Alô, Dolly, de Gene Kelly 


1971 - M*A*S*H, de Robert Altman


1972 - Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick


1973 - Cabaret, de Bob Fosse


1974 - Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman


1975 - Chinatown, de Roman Polanski


1976 - Barry Lyndon, de Stanley Kubrick


1977 - Taxi Driver, de Martin Scorsese


1978 - Star Wars, de George Lucas


1979 - Expresso da Meia-Noite, de Alan Parker


1980 - Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola


1981 - O Homem Elefante, de David Lynch


1982 - Reds, de Warren Beatty 


1983 - E.T. - O Extraterreste, de Steven Spielberg


1984 - O Fiel Camareiro, de Peter Yates


1985 - Uma Passagem para a Índia, de David Lean


1986 - A Cor Púrpura, de Steven Spielberg


1987 - Hannah e Suas Irmãs, de Woody Allen


1988 - Feitiço da Lua, de Norman Jewinson


1989 - Ligações Perigosas, de Stephen Frears


1990 - Nascido em 4 de Julho, de Oliver Stone


1991 - Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese


1992 - A Bela e a Fera, de Gary Trousdale & Kirk Wise


1993 - Traídos pelo Desejo, de Neil Jordan


1994 - O Piano, de Jane Campion


1995 - Pulp Fiction, de Quentin Tarantino


1996 - Razão e Sensibilidade, de Ang Lee


1997 - Fargo, de Joel Coen & Ethan Coen


1998 - Los Angeles - Cidade Proibida, de Curtis Hanson


1999 - A Vida é Bela, de Roberto Benigni


2000 - O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan


2001 - O Tigre e o Dragão, de Ang Lee


2002 - Gosford Park, de Robert Altman


2003 - O Pianista, de Roman Polanski


2004 - Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola


2005 - O Aviador, de Martin Scorsese


2006 - O Segredo de Brockeback Mountain, de Ang Lee


2007 - Babel, de Alejandro González Iñárritu


2008 - Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson


2009 - O Curioso Caso de Benjamin Button, de David Fincher


2010 - Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino


2011 - Cisne Negro, de Darren Aronofsky


2012 - A Árvore da Vida, de Terrence Malick


2013 - Lincoln, de Steven Spielberg


2014 - Ela, de Spike Jonze